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LiteraCURA

Palavra que abre caminho​

LiteraCURA: palavra que abre caminho é um projeto que articula biblioterapia, escrita criativa e arteterapia como práticas de cuidado, promoção da saúde mental e garantia do direito humano à literatura.

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Desenvolvido na Penitenciária de Segurança Média II (PSME II), em Viana (ES), junto a pessoas LGBTQIAPN+ privadas de liberdade em tratamento para a superação da adicção em álcool e outras drogas, a iniciativa compreende a literatura como instrumento de escuta, expressão, reconstrução de trajetórias e fortalecimento da cidadania.

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Ao longo de três meses, foram realizados encontros de leitura mediada, oficinas de escrita e vivências de arteterapia, estruturados para favorecer a criação de vínculos, a elaboração simbólica das experiências de vida e o desenvolvimento da criatividade. A metodologia teve como eixo a leitura compartilhada da obra Antes que seja tarde pra se falar de poesia, de Tom Grito, seguida por atividades de escrita autobiográfica e produção de ilustrações que culminaram na publicação de um livro coletivo com textos produzidos pelas próprias pessoas participantes.

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Mais do que estimular o acesso ao livro e à leitura, o projeto reafirmou a literatura como direito humano e como possibilidade concreta de reconstrução de sentidos, contribuindo para o fortalecimento da autoestima, da esperança e do sentimento de pertencimento entre pessoas historicamente atravessadas por múltiplas vulnerabilidades.

Ficha do projeto

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Período de realização: Novembro de 2024 a fevereiro de 2025.

​Local de realização: Penitenciária de Segurança Média II (PSME II), em Viana (ES).
Público-alvo: Pessoas LGBTQIAPN+ privadas de liberdade em tratamento para a superação da adicção em álcool e outras drogas.

​Objetivo: Promover o acesso à literatura como ferramenta de cuidado, expressão, fortalecimento de vínculos e reinserção social, por meio da integração entre biblioterapia, escrita criativa e arteterapia.

​Metodologia: Realização de oficinas de leitura mediada, escrita criativa e vivências de arteterapia, culminando na produção de textos autorais, ilustrações e de um livro coletivo.

​Financiamento: Edital de Boas Práticas 2024, da Rede Abraço, por meio da Subsecretaria de Estado de Políticas sobre Drogas do Governo do Estado do Espírito Santo.​

Contrapartida social: Doação de exemplares do livro produzido para instituições públicas e realização de ações de difusão da experiência, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao cuidado e à reinserção social.

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Equipe do projeto

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  • Coordenação geral e mediação das oficinas de leitura e escrita: Kátia Fialho

  • Psicóloga: Brunella Tiburtino Aloquio Teixeira

  • Arteterapeuta: Luziane Cristina Coelho da Silveira

  • Registro fotográfico das oficinas: Henrique Barros

 

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Impacto e resultados

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  • Publicação do livro LiteraCURA: palavra que abre caminho, reunindo escrevivências produzidas pelas pessoas participantes ao longo das oficinas.

  • Destinação de dez exemplares do livro para cada pessoa participante, reconhecendo sua autoria e possibilitando a comercialização dos exemplares como fonte complementar de renda.

  • Fortalecimento da autoestima, do sentimento de pertencimento, da esperança e do interesse por práticas culturais entre as pessoas participantes.

  • Produção de artigo científico sistematizando a experiência e seus resultados, contribuindo para a difusão da metodologia desenvolvida e para o fortalecimento do debate sobre literatura, cuidado e direitos humanos em contextos de privação de liberdade.

  • Repercussão em veículos de imprensa e redes sociais, ampliando a visibilidade da literatura como instrumento de cuidado, inclusão e garantia de direitos.

Livro

LiteraCURA

Palavra que abre caminho​

Organização: Kátia Fialho


Escrevivências: pessoas LGBTQIAPN+ privadas de liberdade participantes do projeto


Tiragem: 500 exemplares

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Sinopse

LiteraCURA: palavra que abre caminho reúne escrevivências produzidas por pessoas LGBTQIAP+ privadas de liberdade em uma oficina literária realizada no âmbito de uma unidade prisional capixaba, no período de novembro de 2024 a fevereiro de 2025.

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Entre relatos sobre trajetórias de vida, enfrentamento da adicção e reconstrução de sentidos, a obra revela vozes que emergem do cárcere, transformando a escrita em espaço de expressão, autoestima, resgate da dignidade e afirmação da identidade.

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Créditos editoriais

  • Coordenação editorial e organização: Kátia Fialho

  • Revisão ortográfica: Ana Cândida

  • Projeto gráfico, diagramação e registro fotográfico: Henrique Barros

Repercussão na mídia

Reconhecimento

O projeto foi um dos vencedores do Edital de Boas Práticas 2024, promovido pela Rede Abraço, iniciativa da Subsecretaria de Estado de Políticas sobre Drogas do Governo do Estado do Espírito Santo. Posteriormente, a experiência foi destacada pelo Observatório Capixaba de Inclusão e Diversidade (OCID) como referência na promoção do acesso à literatura e na valorização de vozes historicamente silenciadas.

Realização

Apoio

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